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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Filmes baseados em quadrinhos!

Lanterna Verde, tai um herói que eu nunca entendi direito, um cara que tem um anel que pode dar asas a todos os seus anseios, onde sua força de vontade e tudo de que se precisa, com a fraqueza pelo amarelo (o coisinha mixuruca) que ainda assim não consegue ser o mais poderoso. Bem espero que o filme desse herói, seja melhor de algumas de suas historias, no trailer já se nota que os efeitos visuais impressionam, mas ainda assim a caracterização do personagem ficou meio parecida como os bonequinhos dos comandos em ação.



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Filmes baseados em quadrinhos!

Eis que surge em nossa sessão um deus, estou falando de Thor, depois de muito tempo menos prezado com uma caricatura mal feita nos filmes do Hulk da década de algumas décadas atrás, bem nesta nova aparição, o personagem ganha caracterização e enredo mais plausível sem contar que não esta a sobra de ninguém, o trailer parece bem emocionante com pitadas de humor e romance, sem contar as altas doses de aventura, espero que seja realmente bom, pois o personagem e os fãs merecem.



quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Isso que da ter pai nerd!

Esse vídeo virou hit na internet, onde mostra todo o amor de um pai nerd por sua filha e tecnologia, ele expõe sua filha as mais alucinantes aventuras, mas o mais legal e que ele não esquece os detalhes, tanto do prendedor de fraudas quanto dos carros de bebê. Só podemos dizer que o cara merece os parabéns pela qualidade do trabalho e também por ter uma filha tão fofa.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Filmes baseados em quadrinhos.

Aqui vai mais um filme baseado em quadrinhos, acredito que este vai conseguir retratar o universo X-Men com mais fidelidade aos quadrinhos, acredito que o legal dos quadrinhos geralmente e posto de lado no cinema para tentar retratar maior realidade, mas não podemos esquecer que quadrinhos e ficção, pois não encontramos um baixinho mal encarado com garras e muito menos uma fera peluda azul com um livro de física nas mãos. Pelo que mostra no trailer ate agora, o filme promete esta fidelidade, pois podemos notar de forma mais sutil alguns uniformes clássicos e alguma semelhança entre os personagens.

Biblioteca

Para quem gosta de se aprofundar no mundo dos quadrinhos, a recomendação é que leia este livro, um dos mais importantes livros sobre o tema escritos no Brasil. É uma leitura interessante e dinâmica, onde o universo dos quadrinhos esta documentado desde os seus primórdios, para que tem interesse ai vai à dica.

Sinopse:

Este livro traz a história de várias histórias em quadrinhos e de seus personagens, entre eles - Super-Homem, Pinduca, Minduim, Recruta Zero, Mad, Bidu, Surfista Prateado, Barbarella, Pererê, Mafalda e outros.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Embalos de Sábado a Noite

Todo nerd que se preza, ou e fã ou pelo menos já assistiu a clássica a saga star wars, e com certeza se divertiu se imaginado com um sabe de luz, ou entrando em velocidade da luz com a Millenium Falcon, ou salvando o universo do lado negro da força, bem acredito que vão gostar da parodia de um dos momentos mais marcantes da saga quando se assiste pela primeira vez, por isso estou postando essa homenagem a um clássico do cinema, mas ao mesmo tempo uma das parodia com mais presença de espírito.

Embalos de Sábado a Noite

Para inaugurar nossos embalos de sábado à noite, nada melhor do que uma musica que descreve os anseios dos nerds, que descreve tudo que o nerd sempre quis dizer, mas nunca teve espaço, onde mostra que músculos não e tudo e que cérebro é opcional, portanto acredito que vão gostar nada melhor que tratar o cotidiano com humor.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O que é um Nerd?

Estava eu feliz e contente montando o meu singelo blog, quando fui questionado de o que seria um nerd, bem me dei conta que não sabia realmente o significado da palavra nerd, pois todo nerd sabe que é, mas não sabe dizer por que, por este motivo fui pesquisar (Deus Salve a Internet), e descobri na Wikipédia, o seguinte verbete: “Nerd é um termo que descreve, de forma estereotipada, muitas vezes com conotação depreciativa, uma pessoa que exerce intensas actividades intelectuais, que são consideradas inadequadas para a sua idade, em detrimento de outras atividades mais populares. Por essa razão, um nerd muitas vezes não participa de atividades físicas e é considerado um solitário pelos seus pares. Pode descrever uma pessoa que tenha dificuldades de integração social e seja atrapalhada, mas que nutre grande fascínio por conhecimento ou tecnologia. Sendo assim, o nerd não é em todos os casos o mais inteligente ou esperto, mas aquele que se interessa por assuntos, desde conhecimentos em geral à animes e séries de ficção científica, que são ignorados pela maioria”. Esclarecida a questão vem a tona o objetivo do blog, mostrar que nos temos muito espaço no mundo, e que depois que inventaram The Big Bang Theory, o nerd pode mostrar, que estamos em todo lugar, então nerds sejam bem vindo ao nosso blog.

Filmes baseados em Quadrinhos!

Para inaugurar nossa sessão de filmes baseados em quadrinhos, nada melhor do que começar com um filme que está sendo muito comentado na net, o filme do Capitão America, e só podemos esperar que o personagem sejá retratado com o devido respeito e competência, pois por mais que suas histórias sejam monótonas, temos que dar crédito a esté ícone dos quadrinhos desde 1942, o trailer ficou bom, resta esperar o resultado final.

Histórias em Quadrinhos

Fernando Feitosa de Oliveira
Bacharel e Licenciado em História
UNIOESTE


Objetiva-se, neste trabalho, mostrar como se deu à criação das histórias em quadrinho, exemplificando seu surgimento e consolidação como formador de opinião e comunicador de massas, relatando o apelo cultural existente nas histórias, dando ênfase para as histórias de super-herói.

Há muito tempo, o homem tem vivido à sombra de lendas, mitos e histórias contadas de pai para filho sobre os feitos de reis e heróis. Com o passar dos anos, estes mitos criaram formas e imagens que auxiliaram a imaginação, ou simplesmente deram formas ou rostos para estes heróis. Vindo em auxílio disto, têm-se, a princípio, desenhos que ilustravam os feitos destes magníficos homens em pedras, madeiras, porcelanas, tapetes e em papel.

Com o aumento da população e o surgimento de grandes cidades e tecnologias, surge a necessidade de novas formas de entretenimento. Com a intenção de divertir, informar e de gerar lucros, tem-se a necessidade de criar novas formas de levar informação à população. Para isso vieram o rádio, os jornais, a televisão e, recentemente, a Internet.

De acordo com Álvaro de Moya (1996, p. 09), em seu estudo História das Histórias em Quadrinhos, no século XIX se tem as primeiras histórias em quadrinhos (HQ’s), não como nós as conhecemos hoje, mas como coleções de quadros seqüenciados, que isolados não tinham significado, mas reunidos contavam histórias. Esta técnica foi criada por Rudolph Töpffer, considerado um dos maiores ilustradores de histórias em quadrinhos. Neste início, os quadrinhos exemplificavam o cotidiano, mostrando pessoas e eventos reais ou simplesmente peraltices de crianças, transportando-se rapidamente para os jornais e periódicos (Moya, 1996, p. 09).

As HQ’s entram nos jornais como tiras semanais, indicando as aventuras de personagens humanos e do cotidiano, enaltecendo os valores familiares e, ao mesmo tempo, satirizando o dia-dia. Neste contexto, criavam-se, neste período, as histórias de protestos abordando os problemas das crianças de rua, fazendo uma crítica social relacionada a estes problemas. Segundo Álvaro de Moya (1996, pp. 137 e 138), “os quadrinhos, tal qual como os conhecemos hoje, começaram nos Estados Unidos em 1895, nos suplementos dominicais coloridos, usando a dimensão total do jornal (Standard) ou em tablóides, passando em 1907 a sair também diariamente em tiras, preto e branco. Somente em 1933-34 surgiram os comic-books em tamanho meio tablóide, com historias completas”. Esse foi o passo inicial para que as HQ’s se tornassem um veículo de comunicação próprio com linguagem própria, crescendo cada vez mais, passando por períodos de altos e baixos na questão de publicidade, mas sempre presentes contando com o talento criativo dos autores.

Ainda, conforme o autor, se nos Estados Unidos as tiras são chamadas de Comics, no Brasil, essas tiras ficaram conhecidas e passaram a ser denominadas de charges. As charges, de caráter satirizante, sempre tiveram um público considerável entre os brasileiros, o qual importou muitas HQ’s dos Estados Unidos, mas também criou personagens com base na cultura brasileira. Um dos campos mais explorados no país são as sátiras com os problemas que assolam a nação, assim como os problemas sociais e a política.

Nos jornais, as HQ’s têm um destaque maior, satirizando o cotidiano, levando aventuras aos leitores e também palavras de protesto, influenciando na formação do caráter de jovens cidadãos e, ao mesmo tempo, apresentando a realidade e criticando a sociedade. Os quadrinhos começam a levantar questões que nos remetem às problemáticas políticas, sociais, culturais e econômicas do cotidiano, levando-nos a analisar as desigualdades a nossa volta.

Em 1895, época em que as tiras, chamadas de charges no Brasil, já circulavam, as HQ’s se re-configuraram, pois tem início a primeira história seqüenciada com personagens fixos, com o personagem The Yellow Kid, de Richard F. Outcaut, pelo Sunday New York jornal, o qual retratava as aventuras de um garoto peralta que vestia um camisolão amarelo e que, muitas vezes, aparecia com palavras de protesto, como fica exemplificado na figura abaixo. Este dado do garoto protestador deu nome ao jornalismo sensacionalista (o jornalismo amarelo) que, no Brasil, ficou conhecido como Imprensa Marrom, como deixa claro Álvaro de Moya (1996, p. 17)

Nota-se que, no princípio, estas histórias “inocentes” se tornaram um comunicador de massas, chegando cada vez a mais pessoas e atingiram basicamente a elite, ou seja, pessoas que sabiam ler e tinham acesso a este material impresso. Com o tempo, estas histórias se transformaram em aventuras, inserindo neste contexto os heróis, os quais não tinham poderes. Na realidade, enalteciam os servidores públicos retirados dos contos policiais como os detetives particulares que desvendavam todos os casos e salvavam mocinhas dos perigos, dando ênfase na defesa dos valores da família e sempre respeitando e criando, assim, o conceito de heróis incorruptíveis, que não matam e estão sempre dispostos a ajudar.

Com o surgimento das histórias seqüenciadas e com personagens fixas, as tiras levavam os leitores a lugares mirabolantes e também para outros planetas, interferência da utilização da ficção científica, colocando o leitor em contato com outras culturas e outras possíveis realidades, despertando sua curiosidade.

Visando este novo campo, isto é, a ameaça alienígena ao mundo, os personagens das HQ’s começaram a defender a lei e a ordem em um âmbito maior, defendendo a humanidade das ameaças iminentes. Todas estas ameaças, muitas vezes, baseavam-se nos inimigos dos Estados Unidos, criando cada vez mais um ambiente no qual a propriedade privada e a humanidade são salvas a todo o momento por vigilantes, mostrando para os leitores que todos podem ser heróis.

Com a popularidade das tiras de jornal, os heróis ganharam o mundo, tendo a partir daí um crescimento em sua aceitação, gerando uma necessidade de mais espaço para as aventuras mirabolantes dos heróis, buscando assim, publicações próprias voltadas para as histórias em quadrinhos, os Comic Bocks, que passaram a ser chamados de Gibi no Brasil.

Como deixa claro Avi Arad, Presidente da Marvel Comics, com o surgimento dos Comics, os criadores de HQ’s têm mais espaço para criar um mundo novo e próprio, tentando mostrar um mundo igual ao mundo real, mas, ao mesmo tempo, diferente, “gibis, de modo geral, refletem o tempo em que vivemos... refletem medos, questões socioeconômicas guerras, etc” (DVD extra do filme do Hulk), expondo muitas das influências notadas nas HQ’s.

O século XX promoveu a consolidação das HQ’s como forma de arte e comunicador de massas, pois neste século é que elas tiveram sua aceitação e crescimento de fato. Também gerou muitos temas que mexeram com a imaginação dos autores, mostrando a seriedade do trabalho e revelando que o público leitor não se restringia a crianças. As HQ’s também podem ser uma forma de informação e formadoras de opinião, mesmo sendo tratadas de uma forma bem humorada e, ao mesmo tempo, crítica.

Os profissionais da área de HQ’s não tiveram dificuldades em basear suas histórias em eventos políticos, econômicos, sociais, culturais, pois o século XX foi tomado por grandes reviravoltas e problemas que assolaram o mundo em âmbito global. Temos como exemplos maiores a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), A Grande Depressão (1929) e Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Primeira Guerra Mundial (1914-1918) foi o levante imperialista executado pela Alemanha contra países europeus, ou seja como coloca Eric Hobsbawm em “Era dos Extremos”: “A primeira Guerra Mundial envolveu todas as grades potências, e na verdade todos os Estados europeus, com exceção da Espanha, os Países Baixos, os três países da Escandinávia e a Suíça”, e mais tarde os Estados Unidos, (Hobsbawm, 2001, p.31). Logo após a Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos financiaram a reconstrução da Europa destruída, gerando com isso um aumento de produção, a estabilização econômica da Europa gerou nos Estados Unidos um excedente de produção, que gerou uma quebra nas exportações Americanas ou seja, Grande Depressão (1929). Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi uma guerra global que, segundo Hobsbawm, “Praticamente todos os Estados independentes do mundo se envolveram, quisessem ou não, embora as republicas da América Latina só participassem de forma mais nominal. As colônias das potencias imperiais não tiveram escolha”, (Hobsbawm, 2001, p.31), mostrando que o mundo se uniu contra as forças de Hitler.

Estes eventos marcaram direta e indiretamente as HQ’s, pois muitos dos criadores de personagens conhecidos hoje nasceram entre a Primeira Guerra Mundial e A Grande Depressão, expondo em suas histórias detalhes que levam o leitor a identificar as semelhanças com a época, como por exemplo as roupas. Mas muitos heróis foram criados durante a Segunda Guerra Mundial, surgindo para combaterem na guerra.

Esses foram alguns dos exemplos que deram aos criadores a sensação de que o mundo precisava ser protegido e que o povo precisava de alguém que zelasse por sua segurança, nos tempos de crise, e não mais meros policiais ou agentes secretos, pessoas comuns, mas sim seres com superpoderes capazes de realizarem coisas que nenhum humano seria capaz de fazer e que, acima de tudo, dessem sua vida para salvar o próximo e proteger a liberdade.

Para suprir estas necessidades, geradas pela humanidade, e muito bem aproveitadas pelos Comics, surgiram os heróis da ficção, figuras com poderes deslumbrantes, com forças sobre-humanas, capazes de derrubarem paredes, de pararem projéteis ou com inteligência que poderia resolver qualquer problema para modificar o mundo ou torná-lo melhor.

Seguindo este novo estilo de literatura, os super-heróis têm um aumento de popularidade, conseguindo atingir um número maior de pessoas e tornando-se um importante comunicador de massas, mostrando o modo de vida americano ou simplesmente satirizando preceitos da sociedade, acostumada a ver os heróis da ficção sempre combatendo os inimigos da nação e os problemas do País.

Consolidando esta nova tendência surgiu, Flash Gordon (1934) de Alex Raymonde, personagem que vai para o espaço para salvar o mundo e acaba vivendo aventuras inimagináveis em um planeta longínquo e Mandrack (1934) de Lee Falk e Phil Davis, personagem nitidamente inspirado no mágico Holdini, que utilizando se de poderes mágicos para solucionar crimes para a polícia, transformando as histórias para deixá-las mais emocionantes e imprevisíveis.

Mas o grande sucesso dos quadrinhos ainda estava por vir, pois, com a aproximação de uma guerra, o então presidente Roosevelt foi a público e pediu aos criadores de HQ’s que criassem mais heróis, pois a América necessitava de outros heróis para combater os nazistas e salvar o mundo, e não tardou para ser atendido, pois esta se tornou um dos marcos das histórias dos quadrinhos, (Moya, 1996 p. 131). Em 1938, surgiu Superman, personagem de Jerry Siegel e Joe Shuster que não demorou muito para se tornar “um dos maiores mitos do mundo contemporâneo, igualando-se à mitologia grega” (Moya, 1996, p. 128). Superman não tardou em atender o pedido do presidente e ir ao campo de batalha ao lado dos aliados.

Outros personagens, criados para esta situação, foram Batman (1939) de Bob Kane, Namor, O Príncipe Submarino (1939) de Bill Evereste, Tocha Humana (1939), de Carl Burgos e um dos símbolos do patriotismo Norte Americano, o Capitão América (1941), de Jack Kirby e Joe Simon (Moya, 1996, pp. 129, 135, 136e 143).

O Namor, em especial, aparecia em suas histórias como inimigo dos Estados Unidos, sendo combatido pelo Tocha Humana. Mas, com a ameaça nazista, juntaram forças para combater um inimigo comum, mostrando que assim como os países europeus, eles também podiam pôr suas diferenças de lado, assim como a Inglaterra e a URSS, servindo, de certa forma, como exemplos para a humanidade.

Neste período, as HQ’s são utilizadas como propaganda de guerra, sendo que o público alvo das histórias eram os adolescentes à procura dos seus lugares no mundo. Ao verem os heróis dando a vida para salvar o mundo das ameaças do nazismo/fascismo, poderiam acabar por decidir lutar por o que era chamado de uma causa nobre, ir para guerra e se tornar herói como os da ficção, crendo ajudar salvar o mundo.

No entanto, as propagandas de guerra não pararam por aí. As histórias eram mandadas para as frentes de batalha para incentivaram os soldados a combaterem, também para mostrar que eles não estavam sozinhos nesta luta contra o mal representado pelos nazistas.

Como incentivo maior, foi criado, em 1941, o Capitão América, por Jack Kirby e Joe Simon. Este personagem tinha como missão ir para guerra e defender os Estados Unidos. Em Capitão América: “A Saga da Lenda Viva dos Quadrinhos”, uma edição especial comemorativa dos 50 anos da criação do herói, onde se pode ver o personagem no campo de batalha durante a Segunda Guerra, onde se nota que o herói não utiliza armas de fogo, mas está na linha de frente como se a primeira linha de ataque, como que obrigatoriamente um soldado americano tivesse que ter coragem e lutar bravamente como o Capitão América, (Marvel Especial n ° 10, 1990, p. 26).

Suas roupas eram das cores da bandeira norte-americana e trazia nas mãos um escudo, que na verdade era um objeto de defesa, mostrando que a América entrou na guerra para se defender dos nazistas e não para atacar, como sempre preconizam os Estados Unidos ao entrarem ou promoveram uma guerra.

Com isso se inflama ainda mais o ultrapatriotismo americano, isto é, o herói Capitão América simboliza, pelo marketing das HQ’s, a América justa e disposta a defender a humanidade.

Segundo Álvaro de Moya, com o fim da guerra, as histórias de super-heróis têm uma queda substancial. No entanto, reerguiam-se e reerguem-se sempre que o país precisa e precisava de heróis, ou seja, quando há prenúncios de nova guerra, (Moya, 1996).

Nestes períodos de guerra, as propagandas continuam usando os inimigos da nação como inimigos do mundo. Avi Arad conclui, também, que “a década de 50 provou ser um desafio criativo o para a Marvel por questões do pós-guerra, como o comunismo e armas nucleares” (DVD extra do filme do Hulk). O comunismo foi muito utilizado, pois, sem os nazistas, os soviéticos tornaram-se os inimigos da nação e a questão nuclear ajudou na criação de diversos personagens.

Porém, pode-se destacar, na década de 60, o surgimento de personagens e histórias novamente cotidianas, em que os heróis têm problemas pessoais, vida pessoal e apresentam outras preocupações, além de salvarem o mundo. Isso reaproximou os super heróis do público adolescente.

Percebe-se, nestas histórias, que o herói deixa de ser perfeito para se tornar humano, tendo o direito de sentir medo, de duvidar de si mesmo, e, principalmente, de errar e de falhar, coisas inaceitáveis com os antigos heróis. Estes novos heróis foram criados durante a popularização das armas nucleares, que muitas vezes eram atingidos por radiação como nas histórias do Incrível Hulk ou por algum tipo de acidente de pesquisas, como nas histórias do Homem-Aranha, (Origem dos super-heróis Marvel n° 07, 1998, p.95).

Nesta nova leva de super-heróis humanos e cotidianos, surgiram personagens como: O Homem-Aranha (1962), de Stan Lee e Steve Dikto. O Homem-Aranha é um herói do cotidiano, ambientado em uma única cidade, sem se envolver muito com fatos que ocorrem fora do seu dia-dia.

Apareceram também os X-Man, personagens que vêm enaltecer as diferenças do ser Humano. Apresentam pessoas que nascem com poderes especiais, sofrem preconceitos por serem diferentes, como os negros e judeus, explorando problemas de racismo e mostrando que este problema ainda persiste.

Com esta fórmula utilizada pela Marvel, de ambientar suas histórias em cidades reais, abriu-se o precedente para mostrar fatos reais utilizando-se eventos políticos, ou tragédias, como foi feito em “Homem-Aranha: Em Memória da Tragédia do 11 de Setembro”.

Segundo a página Brasilescola da Internet, no 11 de setembro de 2001, “dois aviões derrubaram as torres gêmeas do complexo de World Trade Center, em Nova Iorque. Outro avião se chocou contra o Pentágono e um terceiro, que se dirigia provavelmente para Washington, foi abatido perto de Pittsburg. O mundo ficou estarrecido, uma vez que os atentados nos EUA foram transmitidos pela televisão, ao vivo, e assistidos por pessoas de todos os países” (Brasilescola, 2003). Foi o ataque terrorista mais ousado contra os Estados Unidos, no qual derrubou um dos maiores símbolos do capitalismo, marcando o país mais poderoso do mundo, não só com muitos mortos e feridos, mas com o medo de um novo ataque.

Nesta história, o herói vê a tragédia e não pode fazer nada, mostrando que nem todos os poderes do mundo poderiam mudar ou prever as ações do ser humano. Coloca, também, os heróis ao lado dos bombeiros e para-médicos, mostrando os heróis da vida real que juntamente com os policiais que mesmo sem poderes arriscaram suas vidas para servirem e protegerem.

Segundo Stan Lee, “os anos 60 foram a grande época” (DVD extra do filme do Hulk), pois foi um período em que houve as grandes mudanças nas estruturas e enredos das histórias. Estas mudanças ficam claras com a inserção dos personagens de HQ’s na TV, com desenhos próprios e depois com seriados, contando suas histórias e feitos, chegando a um público ainda maior.

No fim da década de 70 e início da década de 80, os quadrinhos ganharam mais espaços no cinema, gerando um público ainda maior, com mudanças nas histórias e nos personagens, mudanças essas para transformar filmes em uma forma comercial de gerar lucros. Mas o grande momento dos quadrinhos no cinema foi a partir do ano 2000, pois grandes promoções foram feitas e levaram multidões aos cinemas para verem os heróis salvando vidas, principalmente depois do 11 de setembro de 2001.

Um exemplo disso é o Homem-Aranha. A popularidade do personagem é tanta que em 2001 foi lançado o filme que retrata as aventuras do herói. Segundo a Revista Istoé, “Liderados pelos dois episódios de Homem-Aranha, que juntos arrecadaram mais de 1,5 bilhões de dólares, os quadrinhos tomaram de assalto às telas. Para que se tenha uma idéia do que isso significa, o mega campeão Titanic empacou nos 1,85 bilhões de dólares”,(Revista Istoé n° 1864, 6/7/2005), mostrando o quanto o personagem é admirado pelos fãs.

Com isso, marcou-se uma nova era para os quadrinhos que deixaram de se restringir às páginas de suas revistas para se aventurarem nas telas do cinema, mostrando toda sua credibilidade como formadores de opinião, mídia e principalmente como comunicadores de massas.

Fica claro que no decorrer das HQ’s, desde sua criação até os dias de hoje, elas passaram por altos e baixos, mas continuaram sempre levando alegria, aventura e principalmente informações para seus leitores. E agora, com toda tecnologia á disposição, suas aventuras ganham as telas de cinema levando o mundo dos super heróis a um público ainda maior, gerando um crescimento de popularidade para as HQ’s e deixando bem claro que elas estão em um de seus melhores momentos.

Isso demonstra o quanto as HQ’s evoluíram até chegar à credibilidade que têm nos dias de hoje, atingindo um vasto público, mas sempre mantendo a essência dos heróis, sendo aqueles que estão nos seus lugares para protegerem e salvarem vidas, sempre dispostos a sacrificarem suas próprias vidas em troca das vidas de inocentes.

Ao observar a evolução das HQ’s, nota-se que elas passaram por vários estágios até chegarem no que são hoje, passam por peraltices de crianças, protestos conta o sistema, aventuras de detetives, viagens espaciais, heróis de guerras e heróis cotidianos, sempre levando informação e entretecimento.

Pode se concluir que as HQ’s evoluíram com a sociedade, mostrando um crescimento cultural e intelectual das histórias, expondo o cotidiano ou a ficção, mas sempre com o papel de entreter e informar.